Família

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Siesta foi largada numa casa abandonada — felizmente, Catarina foi jantar ali perto

A apresentadora do Nickelodeon pensou duas vezes se a levaria para casa. Mas ao ver o seu estado, acabou por salvar-lhe a vida.

“Estes gatos foram encontrados na casa da frente, que será demolida em breve”. Ao ver este sinal, Catarina Perez deu um passo atrás. Apesar de lhe ter sido difícil, viu-se “obrigada” a fechar os olhos à gatinha indefesa que acabara de encontrar, após ter seguido os seus “miados altos e agudos”.

“Lembro-me de ir jantar e de ouvir uns sons muito altos. Quando fui tentar perceber o que era, espreitei por baixo de uma porta partida com cadeado e vi-a no meio da sujidade daquela casa abandonada”, recorda a apresentadora de 28 anos à PiT.

Catarina é uma das caras do canal Nickelodeon, e há anos que o seu cabelo colorido e a sua boa disposição entram pela casa dos portugueses. E nem mesmo quando salvou a vida a uma gatinha estes se perderam. Até porque, apesar de a influencer não se ter apercebido logo, ela já lhe estava destinada.

“O meu irmão mais novo desenhou um gatinho meu frigorífico. Dias depois, encontrei um igual na rua”, lembra. Ainda assim, o tal sinal colocado ao pé das taças de comida e água onde o animal estava, levaram a influencer a tomar a decisão de não o levar logo para casa.

Em vez disso, foi jantar, como já estava combinado, prometendo a si mesma que voltava depois, para ver se já tinham aparecido os irmãos ou mãe da gata. “Quando lá cheguei, ela ainda estava lá. Aí, decidi: ‘Mesmo que depois perceba que há alguém aqui a cuidar deles, vou já levá-la ao veterinário para perceber se está tudo bem'”. E assim fez.

Catarina pegou na pequena gatinha, ainda achando que ela era um macho, e levou-a a uma clínica veterinária com serviço 24 horas. Apesar de a saúde da pequena ser o mais importante, a youtuber não deixou de se preocupar com o que tal ia custar à sua carteira. Mas, felizmente, teve “sorte”.

“A médica foi muito simpática. Depois de a analisar, disse que a gatinha parecia estar bem, pois estava a comer. Por isso, limpou-a e disse-nos para irmos no dia seguinte à veterinária municipal”, relembra a guardiã. Catarina seguiu o conselho e levou a gata ao canil municipal.

Apesar de, nessa altura, ainda não ter tomado a decisão de a adotar, o que ouviu a seguir ajudou-a a fazê-lo: “O veterinário pediu-me que ficasse, pelo menos, um mês com ela. Como ela tinha de comer de três em três horas, era muito complicado ela sobreviver se ficasse ali”. A apresentadora acabou por levá-la para casa, pensando que não se podia apegar. Afinal, não estava pronta para viver outra situação de stress com um animal doente.

 

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Em fevereiro, Spike, o cão que adotou mal saiu de casa dos pais e o seu maior companheiro desde que vive sozinha, deu entrada num hospital veterinário, por estar a perder muito sangue: “Nunca falei disto, mas foi um momento de grande aflição. Os médicos não conseguiam perceber o que era e ele não estava a aceitar as transfusões. Estava praticamente anémico, quando perceberam o que era”.

A razão para tanto alarmismo advinha da típica personalidade de Labrador de Spike, como Catarina explica: “Num dos nossos passeios à serra, ele engoliu dois cascos de um pequeno animal. Possivelmente de um cabrito”, conta bem-disposta, por ser um acontecimento do passado.

“Assim sendo, não sabemos quanto tempo é que os cascos ficaram no estômago dele sem conseguirem ser digeridos. Só sei que ficou uma semana internado, por uma iguaria que decidiu petiscar. Gastou as minhas poupanças todas, para a minha potencial caravana”, revela a tutora.

Durante estes oito anos, Catarina nunca tinha tido nenhum problema grave com Spike e foi aqui que percebeu que nem todas as pessoas conseguem sustentar um animal de estimação. Especialmente quando um problema destes acontece. Foi isso que a levou a pensar duas vezes sobre se adotaria ou não a gatinha.

Mesmo que Catarina quisesse, Spike já não deixava Siesta ir embora

Catarina nunca tinha cuidado de gatos. O máximo de contacto que já tinha tido com um foi nas visitas regulares que fez a casa dos amigos, em que Café fazia questão de a receber e ao Spike à porta. No entanto, não estava completamente perdida nesta matéria. Especialmente, quando começou a perceber que eles não são assim tão diferentes dos cães.

“Estou a fazer um curso de comportamento canino, e isso ajudou-me a perceber que havia métodos que também podia aplicar com ela. Nomeadamente, fazer tudo na base da recompensa positiva”. Assim que a apresentadora começou a presentar Siesta, como a batizou, quando ela arranhava o brinquedo em vez do sofá, já era mais do que certo de que ficaria com ela.

As coisas, no entanto, não prometiam ser assim tão fáceis. Ainda que Spike e Siesta tivessem criado logo uma grande amizade, sendo que o cão grande aprendeu rapidamente até onde podia ir para não a ferir — isto custou um ligeiro atropelamento à pequena, durante uma brincadeira —, algo impediu que os três continuassem a viver em harmonia.

 

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“Quando me mudei para a minha casa, há três anos, os meus senhorios disseram que não gostavam da ideia de eu ter animais de estimação. Mesmo que não haja qualquer lei a proibi-los, eles podiam muito bem ter escolhido outros inquilinos para aqui viver. Mas não o fizeram”. Em vez disso, e é com grande estima que Catarina fala deles, abriram uma exceção a Spike.

Já quando Siesta se juntou à família, a situação ficou mais complicada: “Não me expulsaram de casa, pois nem o podiam fazer, mas mostraram algum desagrado. E eu resolvi respeitar e sair”. Foi assim que Catarina se despediu da casa onde viveu durante três anos e começou a longa procura por uma nova. Mas o processo foi mais difícil do que o esperado.

“Quando se tem um animal de estimação, arranjar casa não é fácil. Os senhorios que não gostam favorecem sempre outras pessoas com melhores condições. No final, até acabei por ter sorte”. A apresentadora conheceu uns senhorios que adoram patudos. Aliás, a primeira coisa que fizeram foi ir conhecer Spike e Siesta. E foram uns dos que notaram num pormenor interessante na gata.

Corpo de gato e cauda de “ratinho”

Após o resgate de Siesta, Catarina começou uma série de vídeos no Tik Tok e Instagram, onde dava diversas novidades sobre o estado de saúde da gata. Desta forma, os seguidores acompanharam o seu crescimento, desde o momento em que foi encontrada, àquele em que começou a andar de forma estranha. E houve vários a reparar num aspeto interessante.

“Como não percebo nada de gatos, achava que era normal e até brincava a dizer que ela tinha cauda de ratinho. Mas depois algumas pessoas apontaram para ela como um problema”. No início, a apresentadora não deu grande importância, mas depois começou a reparar que Siesta raramente fazia as necessidades na caixa de areia, mesmo depois de ensinada. Aí, decidiu consultar um veterinário.

“Ele disse que ela deve ter perdido a sensibilidade nessa zona, o que é comum em gatos que nascem na rua. Muitas vezes, são tão frágeis que apenas uma pisadela dos pais, o facto de ficarem presos em algo ou levarem com um objeto em cima da cauda pode causar isto”, garantiu.

 

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Ainda assim, Catarina permanece otimista: “Ela já está a tomar uma medicação para recuperar as terminações nervosas. Na cauda, é possível que nunca melhore, mas poderá começar a controlar quando faz as necessidades. Até lá, eu tenho de fazer uma massagem de quatro em quatro horas para que ela faça tudo”.

Olhando para trás, a apresentadora não tem o mais pequeno arrependimento de ter salvado Siesta. Apesar das idas ao veterinário, das noites em claro e da mudança de casa, não podia estar mais feliz por ter adicionado um novo membro à família. E Spike concorda.

Carregue na galeria para ver algumas fotografias de Catarina e os seus animais.

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