Família

Sol foi atropelado e abandonado. Procura uma família que o ame, mesmo sem uma perna

Foi encontrado num estado debilitado e já passou por três cirurgias. Mas nenhuma lhe tirou o carinho. Este é um dos animais da PiTmatch.
Sol tem entre quatro a cinco anos.

Sol foi encontrado num estado de profundo desespero. O cão foi deixado ao abandono logo após ter sido atropelado. Com uma hérnia e uma fratura no fémur, implorava por ajuda. Já recuperou das lesões, mas ficou sem uma das pernas. Agora, só quer uma família que o aceite tal como é.

Enquanto presidente da associação SOS Bigodes, Cristiana Dias sente-se muito agradecida por toda a visibilidade e apoio que o caso de Ariel teve. A gata que foi colocada no forno por, alegadamente, uma miúda de três anos, recebeu uma onda de carinho por parte dos leitores da PiT, que lhe desejaram uma ótima recuperação. Mas a jovem de 24 anos não deixa de pensar naqueles que não tiveram o mesmo mediatismo: “Temos atualmente dois casos muito graves e as ajudas não chegam”, confessa.

Desta forma, Cristiana criou um perfil para Sol no PiTmatch, a nova plataforma da PiT de adoção responsável e de match entre tutores, na esperança de que a sua história comova um possível adotante. E certamente que o fará.

O cão sem raça definida foi encontrado à beira da estrada em Barcelos, no distrito de Braga. Uma senhora aproximou-se ao ver o estado debilitado do animal que acabara de ser atropelado. Ligou imediatamente para a SOS Bigodes, sediada na mesma localidade, sabendo que o podiam ajudar.

“Contactámos a Câmara Municipal, na esperança que o conseguissem acolher. Mas a resposta nunca mais veio e o Sol estava ali a sofrer. Então, pedi à senhora que a levasse para a clínica com quem temos protocolo”, descreve Cristiana à PiT.

Chegado lá, o cão com cerca de quatro a cinco anos foi diagnosticado com uma hérnia diafragmática e uma fratura no fémur. O sofrimento era inexplicável, e estava longe de acabar. “Como ele estava muito fraco, a médica veterinária tinha medo que ele perdesse muito sangue nas operações. Precisaria de uma transfusão de sangue e, como ela não tinha, teria ainda que mandar vir”.

Além disto, a veterinária não fazia cirurgias ao fémur, por isso Sol teria que ir para um hospital de qualquer modo. Acabou por ser operado no Hospital Veterinário de Braga, onde ficou internado um mês e meio.

Sol foi encontrado com uma hérnia e uma fratura no fémur.

Apesar de ter dono, estando inclusivamente castrado, ninguém o foi visitar ao hospital além de Cristiana e as suas voluntárias. Aliás, a família antiga de Sol nunca se mostrou sequer: “O tutor dele foi para um lar e os seus familiares não quiseram saber. Nem microchip tem, por isso seria sempre a nossa palavra contra a deles. Foram os vizinhos que nos contaram isto, pois viram o cão com eles”, esclarece.

Sol tinha tudo para recuperar e voltar à vida “normal”. No entanto, o destino trocou-lhe as voltas: “Acabou por ganhar um tromboembolismo na outra perna, e tivemos que amputar. Teve que ser, que já estava a apodrecer”, lamenta a presidente da SOS Bigodes.

“Infelizmente, um animal sem uma pata é um que ninguém quer. É um esquisitinho”. Cristiana Dias espera, no entanto, que haja alguém no Pinder que não pense desta forma e que saiba amar Sol exatamente como é. Ele, pelo menos, promete fazê-lo com a família que o acolher.

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