Família

Sully ficava triste quando os donos iam trabalhar. E ele próprio arranjou um emprego

O cão tinha ansiedade de separação, e chorava sempre que os donos saíam. Agora, adora acordar cedo para ir trabalhar.
Não se engane, Sully não entrega hamburgueres.

Às sete da manhã toca o despertador. Mas, nesta casa, não são só os humanos a levantarem-se preguiçosamente da cama. Sully é o que melhor desperta. Veste a sua gravata e prepara-se para ir trabalhar. E deve ser o único a gostar de segundas-feiras.

Foi adotado com apenas oito meses, por isso lembra-se pouco do que é não ter uma família. E isso percebe-se como trata os seus donos, em especial a sua “mãe”, Meg Maclean: “Ele fica tão entusiasmado por nos ver quando chegamos a casa, que fica extremamente animado”, conta à PiT a tutora.

Aliás, o cão, que é um mix de Cocker Spaniel com Poodle, teve que arranjar um mecanismo para se conseguir acalmar: “Treinámo-lo para ir buscar o seu brinquedo preferido, uma bola de pêlo roxa, e ele leva-a para o piso de cima e lambe-a repetidamente. É amoroso, porque ele desce as escadas passados dez ou 20 minutos para se juntar a nós outra vez”.

Sully sempre foi muito carente, e sempre que vê alguém “em baixo, vai sentar-se ao seu lado”. No entanto, além do problema de destruir todos os brinquedos que lhe são oferecidos, a ansiedade sempre foi algo que preocupou os seus tutores: “Quando o adotei, ele ficava triste só por eu ir tomar banho e o deixar sozinho”.

O cão de quatro anos já foi acompanhado por diversos treinadores, e já foi a várias creches. Mas nada funcionou. “Ele está bem melhor agora, mas ainda sofre muito quando o deixamos”.

Sempre que Meg e o marido saíam para trabalhar, Sully fazia de tudo para fugir de casa e ir atrás deles. Através da câmara que instalaram em casa para o monitorizar, conseguiram perceber que o problema ia mais além: “Se sairmos de casa, ele tem uma crise e chora durante 40 minutos ou mais. Não consegue comer, dormir ou relaxar até voltarmos a casa”, desabafa.

Desta forma, a cidadã canadiana e o marido, que residem na cidade de Edmonton, na província de Alberta, sempre brincaram com o facto de Sully dar um bom cão de escritório, e decidiram torná-lo num. Contudo, Meg trabalha num hospital, o que impossibilita levar o seu cão para o trabalho. Por isso, o casal teve que arranjar outra solução.

Recorreu ao Reddit, uma rede social, que funciona como fórum de discussão para várias comunidades. Meg fez uma publicação a explicar toda a situação e a perguntar se alguém precisava de um cão no escritório: “Ele seria o MELHOR cão de escritório. Cumprimenta os humanos com grande excitação, mas depois fica sempre deitado e raramente tem que fazer xixi”, escreveu.

Sully conseguiu um emprego através de uma rede social.

Rapidamente a publicação ficou viral, e houve várias pessoas a oferecer os seus trabalhos para acolher Sully. Uma delas foi Stephanie Reddecliff, e foi logo a primeira a ser entrevistada por Meg: “Ela estava a cinco minutos da minha casa, e tinha um cão adorável”.

Stephanie trabalha como Especialista em Solos, numa empresa de consultoria. Já levava a sua cadela, Abby, para o trabalho, e ficou muito contente em poder levar-lhe uma companhia.

“No primeiro dia, o Sully ficou um pouco ansioso por ir embora. Mas a Stephanie enviou-me uma fotografia do marido dela a reconfortá-lo”. Agora, o cão adora ir trabalhar.

“Quando o vou largar, ele puxa-me para a porta principal. E, quando me vou embora, nem olha para trás”. Sully passa o dia a descansar, a pegar em brinquedos e biscoitos que os colegas lhe dão, e a colocá-los junto aos pés de Stephanie.

Meg confessa que até em casa o cão já está melhor: “Tem menos crises de choro quando o deixamos. Quando lhe pomos a gravata, ele fica logo excitado e espera à porta por nós”, remata a tutora.

Carregue na galeria para ver algumas fotografias de Sully.

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