Família

Cinco testes caseiros para medir o QI do seu cão

Há várias dimensões a ter em conta para saber qual o grau de inteligência do seu quatro patas.
Há três dimensões principais da inteligência.

A maioria das pessoas gosta de fazer testes de inteligência. São estimulantes e há uma grande curiosidade em sabermos qual é o nosso quociente de inteligência (QI). Mas também há para cães, sabia?

Stanley Coren, professor de psicologia canina na Universidade de British Columbia, escreveu um livro em 1994 (“The Intelligence of Dogs”) sobre a inteligência dos cães, onde explica as suas teorias acerca das diferenças de inteligência entre as várias raças de patudos. Foi depois publicada uma segunda edição em 2006 e o seu teste de QI é o mais usado a nível mundial.

Segundo o professor Coren, 51 por cento da inteligência de um cão provém dos seus genes, ao passo que os restantes 49 por cento se baseiam nas circunstâncias circundantes.

Por isso, define três grandes dimensões da inteligência canina: inteligência instintiva, inteligência adaptável, e trabalho e obediência.

A inteligência instintiva é a capacidade de um cão para desempenhar as tarefas para as quais a sua raça foi criada, como cão de pastoreio, de guarda, de caça ou simplesmente de companhia.

A inteligência adaptável refere-se à capacidade dos patudos para resolverem problemas sozinhos. Já a inteligência relacionada com o trabalho e obediência tem a ver com a sua capacidade para aprender com os humanos.

Questiona-se sobre a inteligência do seu cão? Quer fazer o teste? Então, antes de começar, vai precisar de biscoitos, uma toalha ou cobertor, três copos de plástico, papel cartonado, cronómetro e… criatividade.

Os cinco testes que se seguem são variações da série de testes padrão desenvolvidos por Coren. Com a ajuda da Outward Hound – marca norte-americana que desenvolve produtos para cão ou gato e cujo intuito, nas suas palavras, é pôr caudas a abanar, colocar sorrisos nos rostos e melhorar cada nova aventura com o seu pet –, é possível fazê-los em casa.

Um conselho: não faça os cinco testes todos no mesmo dia, pois o seu cão poderá não compreender as suas ações e ordens fora do habitual e poderá acabar por se sentir sobrecarregado.

Então comecemos.

Teste 1. O teste da toalha

Dê a cheirar ao seu cão uma toalha grande (ou um cobertor). Assim que o sinta confortável, coloque-a em cima da cabeça dele. Esta tarefa mostra-lhe a capacidade do seu cão para resolver problemas.

Pontuação: 3 pontos se ele perceber como se libertar sozinho em menos de 15 segundos, 2 pontos se demorar entre 15 e 60 segundos, e 1 ponto se precisar de mais de 60 segundos.

Teste 2. O teste do biscoito escondido

Coloque um biscoito no chão e coloque uma toalha por cima. Ponha o cronómetro a trabalhar e veja quanto tempo é que ele demora a chegar ao petisco.

Pontuação: 3 pontos se apanhar o biscoito em menos de 15 segundos, 2 pontos se demorar entre 15 e 60 segundos, e 1 ponto se precisar de mais de 60 segundos.

Teste 3. Qual é o copo?

Coloque três copos (ou baldes) virados para baixo, em fila. Enquanto o seu cão observa, coloque um biscoito debaixo de um dos recipientes. Distraia-o durante alguns segundos e depois deixe-o procurar a guloseima. Este exercício testará a memória do seu patudo e ajudará a determinar em que medida consegue reunir e reter informação.

Pontuação: 3 pontos se for diretamente ao recipiente onde está escondido o biscoito, 2 pontos se verificar um recipiente vazio antes de dar com o certo, e 1 ponto se só localizar a guloseima à terceira tentativa.

Teste 4. Resolução de problemas

Por debaixo de um móvel (com a base a uma distância do chão suficiente para caberem apenas as patas do seu cão) coloque uma guloseima ou a comida dele, acessível às suas patas. Esta tarefa testará o raciocínio do seu cão e as suas competências em matéria de resolução de problemas.

Pontuação: 3 pontos se demorar menos de um minuto a alcançar a guloseima, usando apenas as patas. Se tentar primeiro enfiar a cabeça nesse espaço, ou se usar o nariz e as patas, dê-lhe 2 pontos. Se ele desistir, atribua 1 ponto.

Teste 5. Além da barreira

Este vai exigir um pouco de criatividade do seu lado, mas é um bom teste para lhe fazer. Mostre-lhe um biscoito através de uma abertura numa grande barricada feita de cartão que seja demasiado alta para ele poder saltar – e em que a própria abertura seja demasiado estreita para ele caber.

A sua tarefa será incentivá-lo, durante 60 segundos, a chegar ao biscoito. Assim que atinja um minuto, pare. Vá usando o cronómetro para registar o tempo que ele demora e pontue de acordo com isso.

Pontuação: 3 pontos se demorar 30 segundos (ou menos) a perceber que tem de contornar a barreira para chegar ao biscoito. Se demorar mais de 30 segundos dê-lhe 2 pontos, e se ele tentar escalar a barreira ou desfazê-la dê-lhe 1 ponto.

Resultados

Agora, vamos a contas:

13—15 pontos: PAWsome! O seu cão é um génio.

9—12 pontos: Não é propriamente o Einstein, mas é bastante esperto.

5—8 pontos: Não seria admitido em Harvard mas tem potencial.

1—4 pontos: Talvez precise de alguma ajuda para perceber as coisas e ver como é que elas se fazem. Felizmente, ele não precisa de ter uma mente brilhante para lhe dar mimos e beijinhos, e isso é que interessa, não é?

Se a pontuação ficou abaixo das suas expectativas, não seja negativo. A ideia é lidar com estes testes como se fossem jogos e torná-los divertidos para ele e para si. E independentemente da classificação final, não se esqueça de lhe dar muito amor e atenção positiva depois dos testes.

Percorra a galeria para saber mais sobre o grau de inteligência de algumas raças, nos moldes do teste de QI de Stanley Coren.

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