Família

Zulu foi maltratado mas é um poço de meiguice. Está em Gaia à sua espera

É um cão que adora festas e mimos, só quer uma boa família temporária ou definitiva. Para trás ficou um passado de maus tratos.
Recuperou das mazelas que trazia.

O flagelo dos animais abandonados e nascidos na rua não dá tréguas às associações e protetores particulares em Portugal. Diariamente são várias as situações que vão surgindo e há um problema que cada vez mais se manifesta: onde colocar um animal que precisa de ser acolhido? Ainda assim, os voluntários não conseguem virar costas aos casos mais urgentes. E foi isso que salvou Zulu da dureza das ruas.

Zulu é um cão com cerca de quatro anos, que foi encontrado a vaguear perto de um acampamento, na zona de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, em outubro do ano passado. As responsáveis do projeto de ajuda animal Patinhas Errantes – que cuida de matilhas e animais de rua – souberam do caso e, apesar de estarem com o abrigo lotado, apressaram-se a resgatá-lo, tendo ficado em Família de Acolhimento Temporário (FAT).

Apesar de o seu aspeto deixar adivinhar um passado difícil, não foram essas marcas que o tornaram menos dócil. “Apesar do que já sofreu, é um queridinho, um anjo de meiguice que seduz qualquer coração”, diz à PiT uma das suas cuidadoras. “É super meigo, adora festas e mimos e estar junto de nós. É muito pacato”.

Quando foi encontrado na rua, estava em mau estado. “Vinha muito magro e com peladas de marcas de coleira muito apertada e lacerações no pescoço, com indícios de acorrentamento”, conta a responsável do Patinhas Errantes.

Zulu já está apto para adoção

Com cuidados e carinho, tudo foi melhorando para Zulu. “Foi vacinado e esterilizado, engordou e recuperou das mazelas que trazia”, diz a sua protetora. Agora falta o final feliz pelo qual todos anseiam. “Quem será a família que vai dar uma oportunidade ao Zulu, tão manso e encantador?”, questiona a responsável do projeto de ajuda animal. Quem não puder ser família definitiva, talvez possa ser família de acolhimento temporário (FAT), o que já ajudaria muito o Zulu.

“O verão não é para nós uma estação idílica. São os encargos com as desparasitações que disparam, a ração da campanha da Animalife que já se foi, e as próximas campanhas que ainda estão bem longe, os abandonos que aumentam e as adoções que estagnam quase por completo, porque agora o foco das pessoas é outro: as férias”, lamenta a protetora.

A título de exemplo, diz: “Fizemos há pouco um apelo para doação de ração e só três pessoas colaboraram. Nunca tal nos tinha acontecido, mas é um triste sinal dos tempos sombrios que atravessamos. Parece que a solidariedade também foi de férias”.

E acrescenta: “Precisamos de acolher novos animais em risco, mas se os que estão connosco não forem adotados, outros não podem entrar. E este menino ainda não teve até agora nenhum candidato à adoção. Parece que é invisível”. Para um protetor, o melhor final para um animal acolhido é conseguir ter um lar de amor, em vez de passar o resto da vida num abrigo. “E é neste contexto que  precisávamos de uma excelente família para o nosso querido Zulu”, apela. “Ele, que já tanto sofreu, saberá ter uma gratidão e uma lealdade gratificantes para quem o acolher”, afiança a sua cuidadora.

Se quiser conhecer melhor o Zulu, já está registado na PiTmatch, a plataforma da PiT de adoção responsável. Quem se apaixona? Se quiser visitá-lo, por contactar o 919 287 944. Percorra a galeria para o conhecer melhor.

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