Depois de semanas de apreensão, os esforços reunidos por Timmy foram bem sucedidos. A Baleia-Jubarte estava encalhada em águas rasas desde março e, quando a sua morte parecia certa, dois multimilionários responsabilizaram-se por financiar a ação de salvamento. Esta foi concluída esta terça-feira, 28 de abril, e o animal está de regresso ao mar.
Como a PiT já lhe contou, o macho apelidado de Timmy foi avistado pela primeira vez em março junto a Timmendorfer Strand. Desde então, encalhou repetidamente na cidade de Wismar, conseguindo libertar-se inicialmente com ajuda humana. Com cerca de 12 toneladas, o animal ficou preso uma segunda vez, mostrando-se debilitado e, segundo os especialistas, numa luta difícil pela sobrevivência.
A espécie, conhecida cientificamente como Megaptera novaeangliae, habita a maioria dos oceanos do planeta, mas raramente entra no Mar Báltico — uma zona com níveis de salinidade insuficientes para garantir a sua sobrevivência prolongada. Timmy terá entrado no Mar Báltico ao seguir cardumes de arenque, mas encontra-se agora debilitado, com ferimentos nas costas e sinais de infeção cutânea — fatores que agravam ainda mais o prognóstico.
A operação de salvamento — apelidada de “Operação Almofada” — envolveu uma equipa de voluntários que entrou na água até à cintura para alcançar o animal. O lodo que Timmy tinha sob o corpo foi removido, e almofadas de ar posicionadas de forma a permitir elevá-lo cuidadosamente sobre uma estrutura de lona, presa a pontões laterais.
O plano foi bem sucedido, e o animal foi puxado por um barco rebocador até ao Mar Báltico na noite de terça-feira, adianta a Euronews. O que se espera é que Timmy encontre o caminho de volta ao Oceano Atlântico — uma jornada que pode ser acompanhada online, seguindo a localização do barco.
“Nem consigo expressar o quão feliz estou”, comentou Karin Walter-Mommert, um dos financiadores. “Vimos a baleia a lutar e a querer viver. Saber que está livre é simplesmente fantástico e mostra que a luta por Timmy valeu a pena”, acrescentou.
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Uma missão controversa
Apesar de a iniciativa ter recebido luz verde governamental, a ideia enfrentou posicionamentos opostos. A organização ambiental Greenpeace, que participou em tentativas anteriores de resgate, criticou duramente a operação.
Segundo relatórios do Museu Oceanográfico Alemão e do Instituto de Investigação da Vida Selvagem Terrestre e Aquática, as hipóteses de sobrevivência seriam extremamente reduzidas, e a intervenção poderia aumentar o sofrimento da baleia.
Um porta-voz da organização afirmou: “Estamos agora a concentrar os nossos esforços na promoção da proteção dos oceanos, incluindo como habitat para as baleias.”
Além disso, críticos apontaram que o contexto político — com eleições marcadas para setembro no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental — teria influenciado a decisão de avançar com uma operação de alto risco.
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