Rufus morreu inesperadamente em abril deste ano, deixando muitas saudades e uma falta notória entre a sua família. A dolorosa morte do patudo idoso significou uma mudança difícil na vida dos tutores, e proporcionou-lhes uma descoberta que não esperavam — o novo cão que decidiram adotar era pai do rafeiro, sem que o soubessem.
O pequeno cão foi adotado em 2016 da Society for the Prevention of Cruelty to Animals, uma associação de São Francisco, nos Estados Unidos da América, e acompanhou a família Reiff durante vários momentos especiais, explica Jilian Reiff, tutora do patudo, à publicação People. “Ele estava lá quando eu e o meu marido ficámos noivos. Quando nos casámos no notário, ele estava nas nossas fotografias”, conta.
Jilian e o marido tiveram dificuldade em lidar com a perda, bem como Maya e Benjamin, os seus filhos de seis e quatro anos, respetivamente. A presença de Rufus nas suas vidas tinha sido particularmente marcante, apesar dos vários cães que tinham já passado pela casa, uma vez que os quatro têm sido FAT de vários animais que precisam. Contudo, a morte do idoso fez com que decidissem fazer uma pausa, evitando levar novos animais para casa — uma escolha que não durou muito tempo.
Apenas quatro dias após o triste evento, Jilian e a sua filha depararam-se com uma publicação online, feita pela associação Muttvile, com um cão idêntico a Rufus, que precisava de um lar. Apesar de não acreditar que a família estivesse estar pronta para receber um novo animal, Jilian foi até ao abrigo para conhecer Ziggy, que tanto a lembrava do seu cão que partira.
O tempo que passou com Ziggy revelou ainda mais parecenças do que a tutora esperava. “Parecia do destino o quanto eles são parecidos. Acho que quanto mais tempo estava com ele, mais sentia algo que não conseguia descrever”. Assim, a adoção foi inevitável.
As interações do cão na nova casa mantiveram a mesma tendência. “A forma como ele abordou os miúdos, a forma como falava, uivava, tudo sobre eles era igual”, afirmou Jilian. “Eu estava tão certa de que algo se passava”, acrescentou.
As suspeitas da tutora levaram-na a submeter uma amostra do ADN do cão para análise, e os resultados deixaram todos os envolvidos incrédulos. “Havia uma correspondência idêntica de ADN. Ziggy era o pai biológico de Rufus”, explica. “Eu gritei. Gritei no meu trabalho na sala de reuniões. Quase desmaiei. Não sei se consigo expressar o quanto isto significa para nós”, acrescentou sobre a sua reação às notícias.
Sherri Franklin, presidente da Muttvile, avançou que não podia acreditar na coincidência, descrevendo o incidente como “quase inacreditável”. “Pensei que já tinha ouvido tudo”, afirmou.
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