Saúde

Alice estava acorrentada no meio de fezes e urina. Está na Madeira e precisa de nós

É uma cadela muito doce. Coça-se imenso e está a precisar de ajuda para os tratamentos à pele. Está a adorar ser livre.
Chorava a pedir socorro.

Manter um animal acorrentado é considerado um crime de maus-tratos. No entanto, há ainda, por todo o País, casos em que é essa vida de muitos cães – cujo destino apenas muda quando há alguma denúncia e ainda se vai a tempo. Foi o que aconteceu a Alice, que vivia presa, quase sem poder mexer-se, na Cancela – ilha da Madeira.

Assim que a Associação Ajuda a Alimentar Cães (AAAC) soube da situação, apressou-se a socorrê-la. “Faltam-nos as palavras para descrever este horror. Parece mentira. É inacreditável que um animal viva nestas condições deploráveis. Fechada num cubículo feito de paletes e ainda por cima acorrentada lá dentro. A corrente era muito pequena e tinha um cadeado que mal se conseguia movimentar. Um espaço conspurcado, cheio de fezes, urina e o cheiro era terrível. A água estava completamente nojenta”, explicaram as voluntárias numa publicação no Instagram.

“Preferíamos fingir que isto não acontece e fechar os olhos. Mas não conseguimos. Isto é bem real e temos mais uma cadela a precisar de nós e de vocês. Demos o nome de Alice. Estamos sem possibilidades de a tratar mas não a podíamos deixar ali. O ganir de aflição e a suplicar por socorro partiu-nos o coração”, diz a associação, apelando à ajuda de quem possa contribuir.

 

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Depois de um bom banho e de uma noite descansada, Alice já parecia outra. Pela primeira vez, sorriu. Num vídeo partilhado pela AAAC, a cadelinha corre feliz, finalmente livre da corrente. Começou agora uma nova vida.

Alice foi esterilizada na sexta-feira, 24 de novembro, e ficará agora para adoção. “Precisamos muito de uma família para ela. É muito meiga e tem cerca de quatro anos”, conta à PiT a presidente da associação, Mariana Nóbrega.

Antes disso, há que tratar dela. “Está com problemas de pele e cheia de pulgas. Coça-se imenso. Precisa de iniciar os banhos terapêuticos, de ser desparasitada, precisa de fazer o teste da dirofilária e de ser esterilizada. Tudo isto custa muito dinheiro. Neste momento não temos como pagar nada disso à clínica. Estamos sem donativos. Temos muitos animais internados e não conseguimos suportar mais tratamentos. Precisamos da vossa ajuda, por favor”, apelam as protetoras da AAAC.

“Pedimos que faça um donativo dentro das suas possibilidades por favor. Qualquer valor faz a diferença na vida da Alice. Não vire a cara como tanta gente fez, ela precisa da nossa união”, diz ainda a associação.

Percorra a galeria para ver o antes e o depois desta cadela meiga, que só precisava de sair do horror em que vivia e que está agora pronta para amar e ser amada.

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