Saúde

Cadela exausta e faminta abandonada em Ponte da Barca — precisa de acolhimento urgente

Não seria “boa para a caça” e, por isso, foi largada num estado de grande magreza. Só precisa de amor, uma cama fofa e calor.
Precisa de si.

Quando a protetora da causa animal Daniela Alex se desloca a Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, já sabe que, além dos animais do canil que precisam de ser divulgados para saírem de onde estão, irá certamente encontrar alguns ao abandono pelas ruas. Depois da patuda Nita, a meio do mês, agora foi a vez de se deparar com outra cadela em muito mau estado – e que precisa de ser acolhida para recuperar.

Daniela vive em Matosinhos – distrito do Porto –, mas vai frequentemente a Ponte da Barca para tratar dos animais errantes e de situações urgentes que ali surgem. E foi assim que se deparou, na semana passada, com mais este caso urgente sinalizado por uma amiga.

“Foi encontrada na mesma zona que a Nita, em Lindoso, e estou com muito medo por ela, para além da evidente desnutrição”, explica a protetora à PiT. Uma habitante local disse que acolhia a cadela até ela se reabilitar, mas entretanto mudou de ideias, o que faz com que Daniela esteja muito aflita pelo destino da patuda.

Se voltar para a rua, a cadelinha não conseguirá recuperar em condições – podendo até ser roubada para procriação – e não terá quem cuide das suas necessidades. Por isso, a protetora pede uma Família de Acolhimento Temporário (FAT) na zona de Ponte da Barca ou do Porto, com urgência. O tempo dela na casa onde foi acolhida – e onde tem dormido profundamente por se sentir em segurança – está a esgotar-se.

“Estava num estado de magreza pavoroso e exausta – provavelmente não se sentia segura para dormir em lado nenhum. É muito meiga”, diz Daniela, sublinhando que a cadelinha já foi desparasitada interna e externamente.

FAT na zona de Ponte da Barca ou do Porto

Mas o mau tempo está aí e ficar na rua não pode ser solução. “Ela está só até a próxima semana na casa de uma senhora da zona. Por agora está quentinha, com cobertores e uma capa cedida pela Rosalia Russo (que foi quem avistou primeiro a cadela e que a tem alimentado), mas a senhora já nos disse que não quer a cadela lá e que vai chamar o canil. Estamos de mãos atadas e sem saber o que fazer a seguir”, salienta Daniela.

A cadela tem microchip, mas este não está registado, pelo que é impossível descobrir a sua proveniência. Aparenta ser uma Anglo-Francês da Pequena Vénerie, uma raça que é utilizada para a caça, e Daniela diz que será esterilizada assim que recuperar – para ser posteriormente colocada para adoção.

Daniela – que criou uma página no Facebook para a sensibilização da situação animal em Ponte da Barca, já que não existe associação na zona –, conta com o bom coração de quem possa ajudar. “Infelizmente tenho dezenas de animais resgatados e não tenho onde a colocar”, lamenta a protetora de Matosinhos. Se puder acolhê-la, basta contactar a Daniela (916 462 999) – que pode levá-la a qualquer local daquela zona ou do Grande Porto.

Percorra a galeria para ver algumas fotos desta meiga patuda – e acolha-a, se puder.

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