Saúde

Cancro atinge cães da mesma forma? Novo estudo diz que o tamanho importa

Investigação levada a cabo nos Estados Unidos conclui que os patudos de médio porte apresentam maior risco de vir a ter cancro.
Dos pequenos aos grandes.

As doenças oncológicas não atingem apenas o ser humano. Também muitos animais, como os nossos amigos cães, são muitas vezes diagnosticados com cancro. Por isso mesmo, há cada vez mais equipas de investigadores que se debruçam sobre o cancro nos patudos e sobre a possibilidade de o tamanho ou raça poder ter um papel preponderante na frequência dos casos. Agora, um novo estudo vem demonstrar que o tamanho também importa, já que os cães de porte médio têm um risco maior de vir a desenvolver cancro do que aqueles que são de raças mais pequenas ou gigantes.

O estudo, publicado na revista científica “Royal Society Open Science”, defende a ideia de que o tamanho é um fator de risco importante para o aparecimento de cancro em cães. A título de exemplo, as raças de cães muito grandes, como o Dogue Alemão (ou Grand Danois), desenvolvem cancro menos frequentemente do que raças de porte médio.

Para os investigadores da Universidade da Califórnia-Riverside, nos Estados Unidos, o motivo pode ser atribuído a um fenómeno muito conhecido mas ainda por explicar: a esperança de vida dos cães vai diminuindo consoante o seu tamanho aumenta. De facto, os patudos de raças muito grandes têm mais células (logo, mais probabilidade de estas poderem vir a ser cancerígenas) mas vivem, habitualmente, menos tempo – o que faz com que não sejam tão afetados pelo cancro, que é, predominantemente, uma doença de idades mais avançadas.

Assim, o tamanho é um fator de risco, mas só quando se tomam em consideração as variações de porte dentro da mesma espécie – neste caso, os cães. Mas, então, por que motivo é que os cães mais pequenotes (com uma esperança de vida maior e, por isso, com maior probabilidade de as células adquirirem erros ou mutações enquanto se dividem e formam cópias de si mesmas,, num processo que pode vir a originar cancro) não são mais atreitos a doenças oncológicas do que os de porte médio?

Cancro continua a ser alvo de estudo

A resposta é dada pelos investigadores. Isso deve-se precisamente ao facto de a possibilidade de virem a contrair cancro subir à medida que o tamanho do cão aumenta. E se os cães de raça grande e gigante só não têm tanta incidência como os de porte médio deve-se ao facto de viverem menos anos e de, por isso mesmo, não chegarem a ser tão afetados por uma doença que surge com maior frequência na idade sénior.

Ao analisarem as taxas de mortalidade dos cães em três países (EUA, Reino Unido e Finlândia), os investigadores constataram que cães mais pequenos, como o Lulu da Pomerânia, o Pinscher miniatura, o Shih Tzu ou o Chihuahua, têm uma probabilidade de cerca de 10 por cento de morrerem de cancro. Por comparação, nos muitos cães grande, como o Boiadeiro de Berna e o Bull Mastiff, essa probabilidade sobe para mais de 40 por cento. No entanto, os Flat-Coated Retrievers, que são de porte médio, apresentaram o mais elevado risco de mortalidade por cancro: cerca de 60 por cento.

No entanto, há que ter em conta que, muito à semelhança do ser humano, os cães desenvolvem cancro devido a fatores genéticos e fatores de perturbação do ambiente. Os cruzamentos consanguíneos, realizados por muitos criadores, também aumentam o risco. Entre os sintomas de um cão com cancro estão a perda de peso, aparecimento de nódulos e mudanças no apetite.

Percorra a galeria para saber mais sobre as características de algumas raças de cães.

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