Começam a surgir relatos de avistamentos da lagarta do pinheiro (processionária). Entre janeiro e maio, as lagartas do pinheiro descem dos ninhos e deslocam-se em grupo pelo chão. Estão cobertas de pêlos urticante, que são perigosos para todos, incluindo para os humanos. No entanto, o risco é especialmente elevado para crianças e animais, que por curiosidade tendem a tentar tocar, cheirar ou brincar com elas.
Estas lagartas alimentam-se das agulhas do pinheiro e de outras coníferas e constroem o ninho nas extremidades dos ramos. Cobertas de pelos urticantes, são um perigo para os nossos cães, que rapidamente podem perder parte da língua ou mesmo morrer se os sintomas não forem detetados a tempo de os levar rapidamente ao veterinário.
“A lagarta do pinheiro possui uma toxina nos seus pelos – que constituem a sua proteção externa – e que tem a capacidade de produzir uma reação alérgica grave”, conforme explicou à PiT a médica veterinária Susana Valadas Azinheira, diretora clínica do AniCura Alma Veterinária – Hospital.
É na altura em que se passeiam em procissão que mais chamam a atenção dos cães, que ficam curiosos com o movimento daqueles insetos de tom alaranjado e aspeto inofensivo. Mas a verdade é que são bastante perigosas para o seu animal. A lagarta do pinheiro possui uma toxina nos seus pelos – que constituem a sua proteção externa – e que tem a capacidade de produzir uma reação alérgica grave.
Pelo seu carácter curioso, os cães contactam com a lagarta pela mucosa oral e língua, produzindo localmente uma inflamação muito exuberante que induz um inchaço (edema) marcado e que pode evoluir para necrose da língua e reação anafilática grave. “No caso de o tutor identificar um edema súbito da língua ou salivação excessiva após passeio, deve dirigir-se com urgência ao seu médico veterinário”, sublinhou Susana Valadas Azinheira.
Percorra a galeria para saber mais sobre a lagarta do pinheiro.








