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Cria de elefante recebe transplante de fezes para recuperar a saúde intestinal

Pode parecer estranho, mas este tratamento já é usado na medicina veterinária — e até acontece naturalmente entre elefantes.

Uma pequena cria de elefante está a recuperar graças a um tratamento pouco convencional, mas cientificamente comprovado: um transplante de microbiota fecal.

A jovem elefanta Linh Mai, nascida no Smithsonian’s National Zoo, em Washington, na madrugada de 2 de fevereiro, começou a apresentar problemas digestivos poucas semanas após o nascimento. A equipa veterinária decidiu então recorrer a um método que pode parecer invulgar, mas que tem mostrado bons resultados na medicina humana e veterinária. E sim — envolve fezes. 

O que é um transplante de microbiota fecal?

O procedimento consiste em introduzir bactérias intestinais saudáveis no organismo de um animal que apresenta desequilíbrios na flora intestinal.

Para ajudar Linh Mai, os veterinários recolheram pequenas quantidades de fezes de um elefante jovem e saudável chamado Ollie, que vive noutro zoológico. Depois de preparadas, essas amostras foram misturadas na fórmula alimentar que a cria bebe diariamente.

O objetivo é simples: repor as bactérias benéficas no intestino, ajudando o sistema digestivo a funcionar corretamente.

Problemas digestivos são comuns em crias de elefante

As primeiras semanas de vida são um período sensível para muitos animais, incluindo os elefantes. Se a microbiota intestinal não se desenvolve como deveria, podem surgir diarreia, dificuldades digestivas e outros problemas de saúde.

Nestes casos, restaurar o equilíbrio das bactérias intestinais pode ser essencial para garantir o crescimento saudável da cria.

Um comportamento que também acontece na natureza

Apesar de parecer estranho para nós, este processo tem uma ligação direta com o comportamento natural dos elefantes.

Na natureza, as crias ingerem fezes da mãe ou de outros membros do grupo. Este comportamento ajuda-as a adquirir as bactérias necessárias para digerir vegetação quando começam a alimentar-se de plantas.

Ou seja, o tratamento utilizado pelos veterinários imita algo que já acontece naturalmente no mundo animal.

Sinais positivos de recuperação no elefante

Segundo a equipa do zoo, Linh Mai já começou a mostrar sinais encorajadores de melhoria.

Se o tratamento continuar a resultar, a pequena elefanta poderá recuperar o equilíbrio intestinal e seguir o seu desenvolvimento normalmente — com a ajuda de uma solução que, apesar de pouco apelativa, pode fazer toda a diferença.

Porque, no mundo animal, até as soluções mais improváveis podem salvar vidas.

Carregue na fotogaleria para conhecer a jovem elefanta Linh Mai.

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