Saúde

E se o seu pet morrer em casa? Saiba o que deve e não pode fazer

A médica veterinária Inês Guerra explica os procedimentos a ter, cumprindo o estipulado na lei. Não o sepulte por conta própria.
Eternos na memória.

A perda de um amigo de quatro patas é, para quem o sinta como um membro da família, um acontecimento muito doloroso – e o luto é um processo muito duro, que passa pelas mesmas fases que em qualquer outra situação de morte de um ente querido, podendo ser muito difícil chegar ao momento da aceitação. Mas há também uma questão da qual nem todos nos lembramos e que pode tornar o dia da perda ainda mais confuso e perturbador: o que fazer se o nosso patitas morrer em casa?

Muitas vezes, a partida do nosso cão ou gato ocorre repentinamente, sem estarmos à espera, ou já em fase de cuidados paliativos no aconchego do lar. Nessas situações, há regras a cumprir, já que é proibido sepultar livremente um animal num espaço público – ou privado. A PiT conversou com médica veterinária com Inês Guerra, responsável pelo departamento de comportamento felino do Grupo Hospital do Gato, para saber como devemos e não devemos agir.

Antes de mais, “esta será sempre uma situação de elevada carga emocional para a família”, explica Inês Guerra, que faz parte do conselho diretivo da Ordem dos Médicos Veterinários (OMV), da qual é vice-presidente. Por isso, se puder e quiser, deixe que as entidades responsáveis cuidem do corpo do seu amigo.

“Poderá contactar o Centro de Atendimento Médico Veterinário que acompanhava aquele animal e pedir indicações, bem como serviços privados que prestam serviços fúnebres, ou serviços públicos a cargo da Câmara Municipal – Centro de Recolha Oficial de Animais – e seguir as indicações que lhe forem fornecidas”, sublinha a médica veterinária.

Se um animal morrer em casa, contacte as entidades devidas

E o que fazer perante as alternativas que existem? Deixarmos o nosso amigo canino ou felino no médico-veterinário, que agiliza o procedimento, ou chamar diretamente uma empresa? “A opção a seguir é decidida pela família. Poderá entregar o corpo na clínica/hospital que seguia o animal, ou nos serviços da Câmara Municipal (Centro de Recolha Oficial de Animais). Ambas as entidades irão proceder à cremação do corpo”, refere Inês Guerra, acrescentando que “em algumas zonas do nosso país existem empresas que prestam serviço fúnebre para animais e realizam a cremação”.

Além da cremação coletiva e individual, há três cemitérios para animais no nosso país, “mas terão sempre que ser contactados previamente, por forma a agilizar o processo diretamente”, explica a médica veterinária.

No que diz respeito à lei, se tivermos um quintal ou terreno, podemos sepultar o nosso animal em casa, já que se trata de propriedade privada? A resposta é não. “Esta prática não é permitida por lei e apresenta-se como uma questão de saúde pública”, esclarece Inês Guerra. Assim, “o destino a dar ao corpo de um animal de companhia que faleça será sempre a cremação, com as diferentes opções que existem, ou um cemitério animal autorizado”, sublinha a médica veterinária, aludindo ao artigo 12.º do decreto-lei 314/2003, de 17 de dezembro.

Carregue na galeria para saber mais sobre os procedimentos a ter quando se um animal morrer em casa e sobre os cemitérios para animais.

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