Saúde

Fazer festas a cães estimula o cérebro e torna-nos mais sociáveis

Novo estudo pode ajudar os médicos a conceberem sistemas melhorados para as terapias assistidas por animais.
Com um cão ao colo, quem não sorri?

Que os cães são especiais já todos sabemos. Mas todos os meses surgem novos estudos que nos comprovam o quanto estes companheiros leais nos ajudam também a melhorar a nossa saúde e as nossas relações com os outros.

Num estudo publicado este mês na revista científica “Plos One”, uma equipa de investigadores da Universidade de Basileia, na Suíça, concluiu que ver sentir e tocar em cães produz níveis substancialmente maiores da atividade no córtex pré-frontal do cérebro – a área do cérebro que ajuda a regular as interações sociais e emocionais.

O estudo –  que passou por medir a atividade naquela zona cerebral de 19 homens e mulheres, com recurso à neuroimagiologia – mostra que este efeito persiste depois de os cães já não estarem presentes, mas diminui quando os cães verdadeiros são substituídos por animais de peluche.

Os participantes nesta experiência usaram um capacete com sensores que emitiam luz infravermelha no cérebro quando viam um cão, quando se reclinavam numa cadeira com o animal a roçar-se nas pernas e quando lhe faziam festas.

Além disso, também interagiram com o “Leo”, um leão de peluche. Os investigadores colocaram uma garrafa de água por dentro do pelo para ficar com a mesma temperatura e peso que um cão real.

Festas, faça muitas festas

Os resultados mostraram que a atividade cerebral pré-frontal era maior quando os participantes interagiam com cães reais – e que os níveis mais elevados eram atingidos quando os afagavam. Com o peluche, a atividade diminuía, indicando que a resposta do cérebro pode estar relacionada com a familiaridade ou ligação social.

Está comprovado que interagir com animais, especialmente cães, nos ajuda a lidar com o stress e a depressão. Durante a pior fase da pandemia de covid-19, por exemplo, com sucessivos confinamentos um pouco por todo o mundo, os cães revelaram ser um poderoso apoio psicológico para quem não podia sair de casa.

Agora, estes investigadores suíços vieram dizer que um melhor entendimento da atividade cerebral associada a essa interação poderá ajudar os médicos a conceberem sistemas melhorados para as terapias assistidas por animais.

E, tal como já comprovado por um estudo realizado no Canadá, os cães de terapia fazem toda a diferença, por exemplo, nos serviços de urgência.

Percorra a galeria para saber mais sobre os benefícios dos cães e das terapias assistidas por animais.

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