Saúde

Gatos agressivos nas consultas também tendem a ser mais problemáticos em casa

Estudo revela correlação entre agressividade felina nas visitas ao veterinário e “mau feitio” em ambiente familiar.
Dentadinhas de amor?

Os gatos são tidos como animais independentes e, muitas vezes, antissociais. Mas a sua independência não deve ser confundida com desapego nem o facto de não gostarem de muitas festinhas pode ser visto como um sinal de que preferem não ter interação com os seus humanos. Todos os animais têm a sua personalidade e feitio e há que os compreender – mas, nos casos em que os gatos se revelam agressivos quando vão ao veterinário, pode isso significar que em casa se comportam da mesma maneira? Um novo estudo, realizado por investigadores dos EUA e da Coreia do Sul, revela que essa probabilidade é, de facto, elevada.

O estudo, publicado no final de fevereiro na revista científica “Journal of Feline Medicine and Surgery”, foi conduzido através de um questionário online nos Estados Unidos, tendo os participantes mais de 18 anos de idade e possuindo pelo menos um gato.

Levado a cabo por uma equipa de investigadores de faculdades de medicina veterinária norte-americanas e sul-coreanas, teve a participação de 1.237 pessoas – e, dessas, 508 foram excluídas por não preencherem todos os critérios. Os resultantes 759 inquiridos acabaram por trazer conclusões muito interessantes. Com efeito, constatou-se que 42,6% de dos gatos incluídos no estudo manifestavam comportamentos agressivos nas idas ao veterinário – mas que essa agressividade era menor no caso dos felinos que não eram “filhos únicos”.

Agressivos ou mais ansiosos?

A principal conclusão do estudo é a de que os gatos que se mostram agressivos no contexto veterinário são mais propensos a revelar comportamentos igualmente agressivos em casa, muitas vezes relacionados com ansiedade. Nas suas casas, esses comportamentos agressivos dizem sobretudo respeito a pessoas estranhas, mas também aos próprios tutores, com os problemas comportamentais a revelarem-se igualmente na resistência a serem restringidos a um espaço ou mesmo no facto de fazerem as suas necessidades fora da caixa de areia para marcarem território, manifestando também muitas vezes esses comportamentos devido à ansiedade por separação – arranhando muito mais os móveis e sofás, por exemplo.

O conselho dos veterinários, nestes casos, é que, após o diagnóstico, haja um foco no tratamento – o que é possível com a devida medicação para reduzir o medo, a ansiedade e/ou dor. E entretanto, se o seu gato é daqueles que arranha o mobiliário todo lá de casa, uma solução é fornecer-lhe arranhadores grandes e estáveis e localizá-los perto das suas zonas de descanso. Percorra a galeria para ver alguns exemplos.

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