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Gatos podem ser a chave para saber mais sobre o cancro nos humanos, diz novo estudo

Uma equipa de investigadores concluiu que o desenvolvimento da doença é mais parecido entre gatos e humanos do que se poderia pensar.

As semelhanças entre animais e humanos continuam a surpreender a comunidade científica. Um estudo recente, divulgado a 19 de fevereiro na revista Science, analisou o primeiro mapa genético detalhado do cancro em gatos, revelando mais parecenças do que se esperava com a mesma doença nas pessoas. A descoberta pode significar o desenvolvimento de novas formas de a tratar em ambas as espécies.

Os pesquisadores do Instituto Wellcome Sanger em Cambridge, Reino Unido, analisaram o ADN de quase 500 gatos domésticos. Durante a análise, descobriram mutações genéticas chave sobre o desenvolvimento da doença. 

“A genética do cancro dos gatos tem sido uma incógnita até agora”, fez notar Louise Van der Wayden, a líder do estudo, à BBC. “Quanto mais conseguirmos saber sobre o cancro em qualquer espécie mais benefícios temos para todos”.

A equipa internacional examinou cerca de 1000 genes ligados a 13 tipos diferentes de cancro em felinos. A principal conclusão foi que muitos destes genes são semelhantes aos encontrados nos seres humanos, sugerindo que as espécies têm processos biológicos essenciais em comum, que permitem que os tumores se desenvolvam.

Esta nova noção levou os cientistas a afirmar que o gato doméstico pode ser a chave para compreender melhor certas formas de cancro, como o tipo triplo negativo do cancro da mama — cerca de 15 em cada 100 casos de cancro da mama são deste tipo. Nos gatos é mais comum, pelo que a sua compreensão pode significar melhores hipóteses de tratamento.

A popularidade dos felinos enquanto animais de estimação é igualmente relevante, por significar que, tal como os cães (nos quais a doença tem sido mais estudada), partilham o mesmo ambiente connosco. “Isto pode ajudar-nos a compreender mais sobre porque é que os cancros se desenvolvem em gatos e humanos, como é que o mundo que nos rodeia influencia o risco de cancro, e possivelmente ajudar-nos a encontrar novas formas de o prevenir e tratar”, disse Geoffrey Wood, professor da Ontario Veterinary College, do Canada.

De seguida, carregue na galeria para saber mais sobre como os animais podem ser bons aliados de uma mente mais sã.

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