A leishmaniose, conhecida como doença da picada do mosquito, pode ser fatal para o seu cão se não for tratada a tempo. E uma vez que atinge grande parte de todo o território continental português, com índices significativos, é considerada uma doença endémica no país. O que fazer, então, para proteger o seu patudo? E há raças mais propensas à leishmaniose?
O médico veterinário André Santos, do Hospital Veterinário do Restelo, que partilha frequentemente na sua conta de Instagram dicas sobre os cuidados a ter com os pets, fez uma publicação a responder precisamente a algumas das perguntas mais frequentes sobre esta doença.
Num curto vídeo, André Santos explica que a leishmaniose é uma doença infeciosa que pode afetar os cães e também as pessoas, mas não são os patudos os responsáveis por uma eventual transmissão. “A leishmaniose em seres humanos é extremamente complicada de tratar, mas os cães não transmitem diretamente esta doença às pessoas. É preciso sempre um hospedeiro intermediário, o flebótomo”, frisa.
A doença, sublinha o médico veterinário, “é transmitida por um flebótomo, ‘um mosquito’, e o seu tratamento é complexo, sendo mortal para os nossos animais se não for diagnosticada a tempo”. Por isso mesmo, “a prevenção é essencial e é a forma mais eficaz de combater esta doença”.
Então, isso significa que um cão vacinado não apanha leishmaniose? “Pode apanhar”, explica o profissional. “A vacina vai ajudar a prevenir a doença, a evoluir o quadro clínico no caso de doença, mas deve ser sempre associada a outras medidas preventivas”, aconselha.
As raças mais sensíveis ao mosquito
E há raças mais predispostas à doença? “Sim”, aponta André Santos. “Não só pelo seu sistema imunitário, mas também pela sua predisposição genética”. “Raças como o Pastor Alemão ou o Cocker são mais sensíveis à doença. E o Dobermann Pinscher e o Boxer têm muito maior prevalência da doença”, afirma.
Mas, se controlada, a doença não impede que o seu patudo tenha uma boa vida consigo. Seja de que raça for. Há quem tenha medo de adotar um cão com esta doença, com receio de que possa transmitir a outro patudo lá de casa, mas a leishmaniose não é um bicho de sete cabeças, como há alguns anos se pensava. “Claro que pode adotar um cão com leishmaniose. Para que a doença passe de um cão para outro, é sempre preciso um flebótomo”, explica André Santos. “Mas é importante perceber que, adotando um cão com esta doença, vai precisar de supervisão e cuidados veterinários constantes”, salienta.
André Santos lembra ainda que a leishmaniose é uma doença cada vez mais frequente no nosso país. “As zonas de maior risco são zonas de maior humidade, com águas estagnadas. Fale com o seu médico veterinário para saber se a sua localidade é das zonas mais afetadas”, aconselha, deixando também um link para quem queira saber mais sobre esta doença.
Percorra a galeria para saber um pouco mais sobre a leishmaniose.








