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Higiene pós-passeio: o ritual essencial para proteger cães e famílias na primavera

Os passeios na primavera são mais prazerosos, mas também exigem cuidados redobrados para garantir a saúde dos patudos.

Com a chegada da primavera, os passeios com os cães tornam-se mais longos e frequentes — mas também mais exigentes do ponto de vista da saúde. A maior exposição a relva, terra, água parada e superfícies partilhadas com outros animais aumenta significativamente o risco de contacto com parasitas, bactérias e outros agentes contaminantes.

“A higiene depois do passeio é um hábito essencial, especialmente nesta altura do ano em que a atividade de parasitas aumenta significativamente”, explica António Dias, médico veterinário na Clinicanimal, em comunicado. “Pequenos gestos no regresso a casa podem prevenir problemas maiores, tanto para o animal como para a família.”

Patas limpas, riscos reduzidos

As patas são o principal ponto de contacto com o exterior — e também uma das maiores fontes de contaminação. Durante o passeio, acumulam sujidade invisível como fezes microscópicas, químicos ou larvas de parasitas. Ao lambê-las, o cão aumenta o risco de infeções gastrointestinais ou de parasitas internos, como os vermes pulmonares.

A recomendação passa por limpar imediatamente as patas com toalhitas próprias ou recorrer a dispositivos de lavagem específicos, garantindo uma higienização eficaz e rápida.

Secar é tão importante quanto lavar

Depois da limpeza, a secagem não deve ser negligenciada. A humidade entre os dedos cria o ambiente ideal para fungos e bactérias, podendo originar dermatites e irritações. Uma toalha limpa é suficiente para prevenir desconforto e infeções cutâneas.

Olhos atentos ao pêlo

Uma inspeção rápida ao corpo do animal pode fazer toda a diferença. Parasitas como carraças podem permanecer escondidos nas primeiras horas e transmitir doenças graves. Passar as mãos pelo pelo e utilizar pinças próprias, quando necessário, ajuda a garantir uma remoção segura e atempada.

Focinho, barriga e peito também contam

Estas zonas estão frequentemente em contacto direto com o solo e podem acumular bactérias, resíduos ou substâncias químicas. A limpeza com toalhitas específicas, produtos faciais ou espumas sem enxaguamento reduz o risco de infeções e ingestão acidental durante a autolimpeza.

Proteção reforçada com antiparasitários

Mesmo com uma higiene cuidada, nem todos os riscos são visíveis. Pulgas, carraças e parasitas internos continuam a representar uma ameaça real. A utilização regular de antiparasitários é essencial para complementar os cuidados diários e evitar infestações ou doenças transmitidas por vetores.

Atenção aos acessórios — e à casa

Trelas, coleiras e peitorais também transportam sujidade e parasitas para dentro de casa. A sua limpeza regular evita a contaminação contínua.

Além disso, o ambiente doméstico deve ser higienizado com frequência, sobretudo tapetes, pavimentos e zonas onde o animal descansa. Ovos de pulgas, por exemplo, podem instalar-se facilmente e dar origem a infestações difíceis de controlar. Produtos adequados e seguros para animais ajudam a quebrar este ciclo.

Sinais de alerta não devem ser ignorados

Mesmo com todos os cuidados, é fundamental vigiar o comportamento e o estado de saúde do cão após os passeios. Sintomas como comichão persistente, vermelhidão, tosse, espirros, vómitos, diarreia ou alterações de energia podem indicar problemas associados ao contacto com o exterior.

Entre as condições mais comuns nesta época estão a dermatite alérgica à picada de pulga, doenças transmitidas por carraças — como babesiose e erliquiose — e infeções gastrointestinais. Destaca-se ainda a angiostrongilose (verme pulmonar), que pode ser contraída através da ingestão de lesmas ou caracóis contaminados.

Perante qualquer sinal suspeito, a avaliação por um médico veterinário é indispensável para um diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Carregue na galeria para recordar os gestos de higiene que deve seguir após um passeio com o seu patudo.  

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