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Leishmaniose e dirofilariose: o que precisa de saber para proteger o seu patudo

Em doenças como a leishmaniose e a dirofilariose, a prevenção é fundamental. Esteja atento aos sinais.

Com os dias mais quentes a chegarem, há mais passeios, mais sol e também mais mosquitos e flebótomos no ar. Estes pequenos vilões são responsáveis por transmitir doenças sérias como a leishmaniose e a dirofilariose — duas ameaças silenciosas que podem afetar cães e, em alguns casos, também gatos.

Segundo a médica veterinária da Kivet, Elena Díaz, “a prevenção é fundamental nestas doenças, uma vez que a transmissão ocorre de forma silenciosa e os sinais podem demorar a surgir”. “Quanto mais cedo forem identificadas, maiores são as hipóteses de controlo e qualidade de vida do animal.”

Porque deve estar mais atento nesta altura do ano

A primavera e o verão são as estações em que estas doenças mais circulam. A leishmaniose é transmitida pela picada de flebótomos infetados e afeta sobretudo cães (embora os gatos não estejam totalmente livres de risco). Já a dirofilariose — conhecida como “verme do coração” — chega através dos mosquitos e pode atingir tanto cães como gatos, ainda que nestes últimos seja mais difícil de diagnosticar.

Se o teu animal passa tempo no exterior, vive em zonas húmidas ou com muita vegetação, o risco aumenta — e muito.

Sinais a que deve estar atento

Estas doenças não aparecem de um dia para o outro — evoluem devagar, o que torna a sua atenção ainda mais importante. Nos cães com leishmaniose, pode notar perda de peso, queda de pêlo, alterações na pele, unhas a crescer de forma anormal e apatia.

Nos gatos, os sinais são mais discretos, como lesões na pele ou mudanças no estado geral.

Já na dirofilariose, os cães podem ter tosse persistente, cansaço ou dificuldade em respirar e gatos podem apresentar sinais respiratórios que facilmente se confundem com outras doenças.

Diagnóstico precoce faz toda a diferença

A boa notícia? Estas doenças podem ser detetadas com exames laboratoriais específicos. A menos boa? Nos gatos, especialmente na dirofilariose, o diagnóstico pode ser mais complexo.

Por isso, consultas regulares e check-ups são essenciais — ajudam a identificar infeções cedo e a agir a tempo.

Prevenção: o seu melhor aliado

Aqui não há dúvidas: prevenir é sempre mais fácil (e seguro) do que tratar. É importante usar desparasitantes e repelentes, evitar a exposição a insetos ao amanhecer e entardecer, protege os espaços onde o seu patudo descansa e considerar a vacinação contra a leishmaniose (no caso dos cães).

Se notar algo diferente no seu animal — menos energia, mudanças no comportamento ou no aspeto — não ignore. Uma visita ao veterinário pode fazer toda a diferença.

Percorra a galeria para saber um pouco mais sobre a leishmaniose e conheça quais as raças de cães mais predispostas à doença da picada do mosquito

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