Saúde

Este macaco foi clonado com a técnica da ovelha Dolly — Retro já tem três anos

A prática torna mais fácil a possibilidade de ser replicada em humanos. Mas o cientista frisa que é “completamente inaceitável".

Passado quase três décadas da ovelha Dolly, o conhecimento que temos sobre o universo da clonagem continua quase o mesmo. Na altura, a fêmea tornou-se no primeiro mamífero clonado a nascer através da transferência nuclear de uma célula adulta, e acreditava-se que não haveria limites para a prática, até mesmos nos humanos. Mas foram várias as tentativas sem sucesso. Até agora.

Pela primeira vez, um macaco Rhesus clonado sobreviveu até a idade adulta, avançou na terça-feira, 17 de janeiro, uma equipa de cientistas chineses liderada por Qiang Sun. Retro, como foi batizado o animal, já tem três anos e meio, está a crescer e “a ficar mais forte todos os dias”. O primata foi clonado a partir de uma nova prática que adiciona células precursoras da placenta.

Em 2018, a equipa de Qiang Sun avançou que já tinha conseguido replicar duas macacas caranguejeiras. Foram utilizados 109 embriões, sendo que 79 foram transferidos para 21 fêmeas, o que resultou em seis gestações. Contudo, houve apenas dois nascimentos: a dupla Zhong Zhong e Hua Hua. Na altura, o método já tinha sido usado em ratos, gatos e cães, mas foi a primeira vez que foi utilizado em primatas.

Com Retro, porém, a técnica foi diferente. Há cerca de três anos, o grupo de cientistas usou 113 embriões e transferiu 11 deles para sete fêmeas. Destes, conseguiu duas gestações e apenas um nascimento.

Embora o sucesso da clonagem do primata possa tornar mais fácil a possibilidade desta ser replicada em humanos, o cientista avança que isto é “completamente inaceitável”. “Nem estamos a pensar nisso”, garantiu, acrescentando que Retro vive atualmente num biotério “com amplo espaço e luz solar”.

A ovelha Dolly foi um dos marcos histórico mais incríveis (e assustadores) atingidos pela ciência há quase 28 anos, a 5 de julho de 1996. Porém, o acontecimento só foi partilhado mais tarde, em fevereiro de 1997. Dolly viveu até aos seis anos, quando morreu com uma doença pulmonar. Desde então, a clonagem já foi estudada em cavalos, cães e outros animais.

Carregue na galeria para conhecer Retro e recordar algumas histórias de sucesso.

ver galeria

ÚLTIMOS ARTIGOS DA PiT