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Nem todos os cães sabem nadar. Conheça os cuidados para um verão em segurança

A relação de cada animal com a água depende de vários fatores e que a prevenção é essencial para evitar acidentes.

Com as temperaturas elevadas e os passeios à praia, ao rio ou à piscina a tornarem-se mais frequentes, a Kiwoko alerta para um dos mitos mais persistentes sobre os cães: a ideia de que todos sabem nadar de forma instintiva. A cadeia de lojas e clínicas veterinárias lembra que a relação de cada animal com a água depende de vários fatores e que a prevenção é essencial para evitar acidentes.

“É um mito pensar que todos os cães sabem nadar. Alguns sentem-se naturalmente à vontade na água, enquanto outros podem entrar rapidamente em pânico ou cansar-se com facilidade”, afirma Elena Díaz, médica veterinária da Kivet, a rede de clínicas veterinárias da Kiwoko.

Segundo a especialista, a raça, a idade, a condição física e até experiências anteriores podem influenciar a forma como cada cão reage ao contacto com a água. Por isso, a primeira abordagem deve ser feita de forma gradual, permitindo que o animal explore o ambiente ao seu ritmo e sem ser forçado a entrar.

“O contacto com a água deve ser sempre uma experiência positiva e segura. Respeitar os limites do animal e adotar algumas medidas preventivas é essencial para evitar acidentes e garantir o seu bem-estar”, acrescenta.

Nem todos os cães têm a mesma capacidade para nadar

A Kiwoko explica que algumas raças apresentam características físicas que dificultam a natação. É o caso dos cães braquicefálicos, como o Bulldog Francês ou o Pug, que podem ter mais dificuldade em respirar durante o esforço físico. Também os cães com patas curtas, corpo mais pesado, excesso de peso, idade avançada ou limitações físicas tendem a cansar-se com maior facilidade.

Nestes casos, a utilização de um colete salva-vidas próprio para cães pode aumentar significativamente a segurança durante atividades na água.

Supervisão constante na água faz a diferença

Mesmo os cães que demonstram confiança na água nunca devem permanecer sem vigilância, alerta a empresa. O cansaço pode surgir de forma inesperada e alguns animais podem não conseguir encontrar uma saída, sobretudo em piscinas com rebordos altos ou acessos pouco adaptados.

Antes de permitir que o cão entre na água, é igualmente importante avaliar o local. Correntes fortes, ondas, águas profundas, obstáculos submersos ou zonas com sinais de poluição podem representar riscos acrescidos.

Cuidados depois do mergulho

Após o banho, é aconselhável enxaguar o cão com água doce para remover o sal do mar ou os resíduos de cloro das piscinas, que podem provocar irritações na pele e no pelo. A secagem das orelhas merece especial atenção, sobretudo nos animais com orelhas pendentes, uma vez que a humidade favorece o aparecimento de infeções.

A Kiwoko recomenda ainda que os tutores evitem que os cães ingiram água durante as brincadeiras. A água do mar pode causar problemas gastrointestinais e agravar a desidratação, enquanto a ingestão excessiva de água com cloro também pode provocar alterações digestivas. Disponibilizar água fresca durante toda a atividade é, por isso, uma medida essencial.

Por fim, é importante reconhecer os sinais de fadiga. Respiração muito acelerada, dificuldade em manter-se à tona, movimentos descoordenados ou tentativas constantes de sair da água indicam que o animal precisa de interromper a atividade e descansar.

A mensagem da Kiwoko é clara: a água pode ser uma excelente forma de refrescar os cães durante o verão, mas cada animal tem capacidades e limites diferentes. Com supervisão, preparação e respeito pelo ritmo de cada cão, é possível desfrutar destes momentos em segurança.

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