Vacinação, desparasitação e consultas veterinárias regulares. Estes são os três passos fundamentais para garantir uma vida longa, saudável e feliz a cães e gatos. Mas, para muitos tutores, organizar todas estas tarefas ao longo do ano pode ser um verdadeiro desafio.
Não desanime. Vamos ajudá-lo a ter um plano de saúde bem estruturado. Ao antecipar vacinas, desparasitações e check-ups, é possível evitar esquecimentos, prevenir doenças graves e assegurar o conforto e o bem-estar dos animais durante todo o ano.
“A vacinação adequada, a desparasitação interna e externa e os check-ups regulares são a base de uma prevenção eficaz. Consultar o veterinário permite ajustar os cuidados à idade, exposição e estilo de vida de cada animal, promovendo bem-estar e longevidade”, explica António Dias, médico veterinário na Clinicanimal, clínicas veterinárias da Tiendanimal.
Vacinação: uma proteção essencial
A vacinação continua a ser a forma mais eficaz de proteger cães e gatos contra doenças graves e potencialmente fatais, prevenindo infeções que podem colocar a sua vida em risco.
Nos cães jovens, o plano de vacinação inicia-se, geralmente, aos 45 dias, com a primeira dose da vacina bivalente, que protege contra a esgana e o parvovírus. Aos dois meses e meio, é administrada a vacina pentavalente, que confere proteção contra esgana, parvovírus, hepatite infeciosa, leptospirose e parainfluenza. Esta vacina é reforçada aproximadamente a cada quatro semanas até às 16 semanas. Cerca de um mês depois, deve ser administrada a vacina antirrábica.
Nos cães adultos, a vacina contra a raiva deve ser repetida anualmente ou de três em três anos, de acordo com a legislação e o laboratório produtor. A pentavalente mantém-se anual, garantindo proteção contínua. Dependendo do risco e do estilo de vida, podem ainda ser consideradas vacinas adicionais, como tosse do canil, doença de Lyme, leishmaniose ou coronavírus.
Nos gatos jovens, a vacinação começa às oito semanas com a vacina trivalente, que protege contra a panleucopenia felina e o complexo respiratório felino — conhecido como a “gripe dos gatos”, causada pelo herpesvírus e pelo calicivírus. São necessários dois reforços, com intervalos de três a quatro semanas, seguidos de reforços anuais. A vacina contra a raiva não é obrigatória em Portugal, mas deve ser administrada caso o animal vá viajar para fora do país.
Além das vacinas essenciais, podem ser recomendadas vacinas adicionais, como leucemia felina, clamídia felina ou peritonite infeciosa felina (PIF), dependendo do risco e dos hábitos do gato. Nos gatos adultos e seniores, os reforços continuam a ser importantes, especialmente para aqueles que têm acesso ao exterior.
Desparasitação interna: proteção que não se vê, mas faz a diferença
A desparasitação interna é essencial para prevenir infeções por vermes intestinais, responsáveis por problemas como diarreia, vómitos, anemia, atraso no crescimento e enfraquecimento do sistema imunitário.
Nos cães jovens, deve começar nas primeiras semanas de vida, com repetições a cada duas a três semanas até aos três meses. Depois, a administração passa a ser mensal até aos seis meses. Nos adultos, a frequência varia consoante o risco, sendo comum a recomendação trimestral ou semestral, sobretudo em cães com acesso ao exterior ou contacto com outros animais. Nos seniores, os produtos devem ser escolhidos com especial atenção à função renal e hepática.
Nos gatos jovens, a desparasitação interna segue um esquema semelhante: início precoce, repetições regulares até às 12 semanas e depois mensalmente até aos seis meses. Nos adultos e seniores, a periodicidade costuma ser trimestral, podendo ser ajustada em função do risco, especialmente em gatos que circulam no exterior ou vivem em casas com vários patudos.
Desparasitação externa: um cuidado para todo o ano
Pulgas, carraças, mosquitos e outros parasitas externos estão presentes durante todo o ano e podem causar irritações, alergias e transmitir doenças graves, como a leishmaniose nos cães ou a toxoplasmose nos gatos.
A proteção deve iniciar-se por volta das oito semanas de idade, sempre com produtos adequados ao peso e à fase de vida do animal. Nos adultos, a desparasitação externa deve ser contínua, mesmo nos meses mais frios. Nos patudos seniores, a escolha do produto deve equilibrar eficácia e segurança, tendo em conta fragilidades ou doenças crónicas.
Check-ups veterinários: prevenir é amar
As consultas veterinárias regulares são essenciais para avaliar o estado geral de saúde, detetar alterações precocemente e ajustar o plano preventivo.
Nos cachorros e gatinhos, as consultas são mais frequentes nos primeiros meses, acompanhando crescimento, desenvolvimento, vacinação e desparasitação. Nos adultos, recomenda-se pelo menos um check-up anual, com exame físico completo e análises sempre que necessário. Já nos seniores, os controlos devem ser realizados duas ou mais vezes por ano, permitindo monitorizar órgãos vitais, articulações e funções metabólicas, e identificar precocemente doenças crónicas.
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