Saúde

Novo estudo científico. Teste de urina pode detetar a tempo cancro nos cães

Veterinários criaram um rastreio com amostra de urina, que identifica uma “impressão digital” saudável ou cancerígena.
Ajudá-los mais cedo.

O cancro é uma das principais causas de morte nos cães – e, seja qual for o tipo de neoplasia, é assustador para quem ama os seus animais. Existem já muitos estudos sobre os vários tipos de cancro e, por cá, os investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto lançaram uma plataforma online, a Pet-OncoNet, destinada a tutores de animais de companhia com cancro, que visa facultar informação e caracterizar fatores de risco associados ao desenvolvimento da doença. E agora uma equipa de veterinários norte-americanos desenvolveu um teste de deteção precoce que pode ser uma grande viragem.

Os investigadores do Animal Cancer Care and Research Centre, da Universidade Virginia Tech, nos Estados Unidos, criaram – com a ajuda de colegas de outras faculdades do país – um teste que pode começar a identificar precocemente o cancro nos cães, permitindo assim atacar o problema desde cedo, o que é muito importante.

E como é que este teste funciona? Basicamente, os investigadores recorrem a uma amostra de urina, o que lhes permite identificar uma “impressão digital” saudável ou cancerígena nos cães, explica a universidade.

Assim, usando esta técnica, a equipa da Virginia Tech desenvolveu um teste rápido, simples e não invasivo que permite detetar a presença – ou não – de cancro nos nossos patudos, diz o estudo publicado a 7 de fevereiro na revista científica “Frontiers in Veterinary Science”.

Cancro canino continua em foco

Atualmente, existem três testes genómicos – através de análises ao sangue – que permitem testar a presença de tumores ou proteínas cancerígenas, mas ainda não existe qualquer teste rápido e não invasivo que utilize urina, pelo que esta é uma evolução muito promissora.

Os investigadores tiveram em consideração um amplo espectro de tipos de cancro e decidiram focar-se nos que mais habitualmente se detetam nos cães, como o linfoma. “Recorrendo a uma nova aplicação da espectroscopia Raman, a equipa utilizou amostras de urina e descobriu, através do leque de moléculas, que os cães com cancro tinham uma ‘impressão digital’ única que poderia ser utilizada para indicar a presença células cancerígenas”, aponta a universidade.

Estudos recentes revelaram que praticamente metade dos cães com mais de 10 anos de idade irão ter cancro, o que faz com que a sua deteção precoce seja uma precaução crucial por parte dos tutores. E apesar de o cancro ser comum nos patudos, há raças mais propensas a determinadas variações da doença do que outras. Por exemplo, os cães de raças grandes têm maior probabilidade de ter cancro nos ossos, e o Golden Retriever é mais propenso a quatro tipos de cancro: hemangiossarcoma, linfoma, mastocitoma de alto grau e osteossarcoma.

Percorra a galeria e saiba mais sobre algumas raças de cães e sobre as suas características.

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