A discussão sobre a seriedade dos efeitos da perda dos animais de estimação continua, com novos dados que apoiam a gravidade da dor que tantos tutores dizem sentir. Um novo estudo afirma que a morte de um pet pode causar transtorno do luto prolongado, durando meses ou até anos, e significando consequências difíceis.
A investigação, levada a cabo pelo professor Philip Hyland, do departamento de psicologia da Universidade de Maynooth, na Irlanda, foi publicada na revista PLOS One esta quarta-feira, 14 de janeiro.
O pesquisador recolheu respostas de 975 pessoas, e concluiu que 7,5 por cento dos donos de animais encaixam nos critérios para o diagnóstico de transtorno do luto prolongado, correspondendo ao mesmo número de pessoas que desenvolvem a condição após a morte de parentes ou amigos.
A percentagem aumenta para 8,3 por cento quando a morte é a de avós, para 8,9 por cento quando se tratam de irmãos e para 9,1 por cento aquando da morte de um parceiro. No caso de pessoas que perdem os pais ou irmãos, o número cresce para 11,2 por cento e 21,3 por cento respetivamente.
A condição mental em causa envolve frequentemente longos períodos de intensa saudade e desespero, dificuldade em socializar e completar tarefas diárias e sentir que parte da própria pessoa morreu, explica o The Guardian. Hoje em dia, a doença só pode ser diagnosticada na sequência da morte de outro ser humano próximo ao afetado. Contudo, Hyland recomendou que as diretrizes sejam alteradas, apoiando-se na própria pesquisa.
O autor afirmou que a investigação apresentou “provas consistentes e credíveis” de que o luto por um animal é igualmente legítima. “Estas resultados demonstram que as pessoas podem experienciar níveis clinicamente relevantes de luto depois da morte de um pet, e a ritmos que são comparáveis com perdas humanas”, adianta.
Estas conclusões significam que uma pessoa “pode satisfazer todos os sintomas e impedimentos do TLP e, apesar disso, ser inelegível para o diagnóstico apenas porque o morto não era um membro da espécie homo sapiens. De um ponto de vista psicológico e evolucionário, esta seria uma posição extremamente difícil de defender“.
Percorra a galeria para saber mais sobre como os animais podem ser bons aliados de uma mente mais sã.









