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Novo estudo mostra que três minutos com cavalos e burros reduzem o stress

61 adolescentes foram convidados a dar festas a cavalos e burros miniatura, e relataram níveis menores de ansiedade e stress.

Que a presença dos animais tem o potencial de reduzir a ansiedade e o stress nos humanos, já é sabido. Um novo estudo veio expandir este conhecimento, demonstrando que bastam três minutos a interagir com burros e cavalos para que tal aconteça, e que a reação dos animais influencia as experiências.

A investigação, que foi descrita pelo The Washington Post, envolveu um grupo de 61 adolescentes, incumbidos com a tarefa de passar três minutos a dar festas aos cavalos miniatura Olivia e Randy e aos burros miniatura Mary e Memphis, todos resgatados. Depois, os membros do grupo avaliaram os seus níveis de ansiedade antes e depois da interação.

De acordo com o estudo, publicado esta terça-feira, 15 de setembro, na revista cientifica Scientific Reports, os jovens sentiram-se menos ansiosos, tristes e sozinhos. 

Rebecca Calisi Rodriguéz, professora de neurobiologia da Universidade da Califórnia e responsável pela pesquisa, que aconteceu no santuário SkyHeart Animal, que a própria fundou, adiantou que “foi ótimo ver que interagir com a natureza pode fazer uma diferença tão positiva, tão rapidamente”.

As espécies escolhidas para a investigação foram os cavalos e os burros, uma vez que o reconhecimento do potencial terapêutico destes animais tem vindo a crescer. No que toca aos humanos, Rebecca optou por focar-se nos adolescentes, devido à pressão e stress crescente que sofrem graças à exposição às redes sociais e à escola.

Como explica a universidade norte-americana online, o estudo procurou focar-se também na percepção da experiência para os equídeos, contrariando a tendência de considerar apenas os resultados para as pessoas e tratar os animais como participantes passivos.

“Não podemos estar num campo a ver uma criança e um burro a interagir e fingir que apenas um deles está a ter uma experiência”, afirmou Calisi Rodriguéz. “Eles estão a ver-se um ao outro, estão a responder um ao outro, estão ambos a fazer escolhas. Esta percepção tornou-se no coração do meu trabalho e deste artigo”, avança.

As reações dos animais foram analisadas a partir de dois comportamentos: mexer os lábios, que indica prazer e bem-estar, e afastar-se, que demonstra desagrado e desconforto.

Os adolescentes relataram níveis mais elevados de calma e menores de stress, tristeza, solidão e entusiasmo, independentemente das reações dos animais. Além disso, os participantes que se aperceberam de que os equídeos gostaram da experiência afirmaram um decréscimo maior das emoções negativas.

“Adoro que este resultado inesperado muda a noção de que mais interação com o animal é sempre melhor”, disse a responsável. “Uma interação mais significativa pode não implicar que o animal interaja connosco continuamente. Ver um animal a exercer uma escolha, sendo livre para se aproximar, ficar ou afastar-se, pode tornar a experiência mais autêntica”.

Carregue na galeria para ver as imagens da experiência.

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