Saúde

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Ondas de calor exigem cuidados redobrados com cães e gatos

A exposição ao calor intenso pode provocar desidratação, exaustão térmica e, nos casos mais graves, golpe de calor.

As temperaturas elevadas representam um risco acrescido para a saúde dos animais de companhia, sobretudo para cães e gatos com maior dificuldade em regular a temperatura corporal. Especialistas alertam que a exposição ao calor intenso pode provocar desidratação, exaustão térmica e, nos casos mais graves, golpe de calor, uma emergência veterinária que requer intervenção imediata.

Com Portugal a atravessar períodos de calor extremo, a prevenção torna-se essencial, especialmente no caso de animais braquicefálicos, como Bulldogs, Pugs ou Persas, bem como animais seniores, cachorros e aqueles com doenças crónicas.

“As temperaturas elevadas podem ter um impacto significativo na saúde dos animais, especialmente em cães braquicefálicos, animais seniores, cachorros e indivíduos com doenças crónicas”, alerta António Dias, médico veterinário da Clinicanimal, rede de clínicas veterinárias da Tiendanimal, em comunicado.

Entre as principais recomendações dos especialistas está garantir que os animais têm sempre acesso a água limpa e fresca, renovada várias vezes ao longo do dia. Disponibilizar diferentes recipientes de água pela casa pode incentivar a hidratação, sobretudo em animais mais idosos ou menos ativos.

A alimentação também pode necessitar de alguns ajustes. Durante os dias de maior calor, é comum alguns animais perderem o apetite. Nestes casos, pode ser útil dividir a dose diária em refeições mais pequenas e servi-las nas horas mais frescas do dia. O alimento húmido pode igualmente contribuir para aumentar a ingestão de líquidos.

Criar zonas frescas e bem ventiladas para descanso é outra medida importante. Tapetes refrescantes, camas elevadas ou espaços com pavimentos mais frios ajudam a melhorar o conforto térmico dos animais durante os períodos de maior calor.

Embora a atividade física deva ser reduzida nas horas mais quentes, os especialistas lembram que os animais continuam a necessitar de estimulação. Jogos de procura de alimento, brinquedos interativos e outras atividades de enriquecimento ambiental realizadas no interior da habitação permitem manter cães e gatos ocupados sem aumentar significativamente a temperatura corporal.

As deslocações devem ser evitadas sempre que possível durante as horas de maior calor. Quando forem inevitáveis, recomenda-se que sejam realizadas nos períodos mais frescos do dia, assegurando uma boa ventilação e pausas frequentes.

Uma das recomendações mais importantes continua a ser nunca deixar um animal sozinho dentro de um veículo estacionado. Mesmo com as janelas parcialmente abertas, a temperatura no interior do automóvel pode aumentar rapidamente e provocar um golpe de calor em poucos minutos.

Os tutores devem ainda estar atentos aos sinais de sobreaquecimento, como respiração ofegante excessiva, salivação intensa, letargia, fraqueza, vómitos, falta de coordenação ou colapso. Perante qualquer um destes sintomas, o animal deve ser imediatamente colocado num local fresco e observado por um médico veterinário com urgência.

Segundo a Clinicanimal, adaptar a rotina, reforçar a hidratação e vigiar atentamente o comportamento dos animais são medidas essenciais para reduzir os riscos associados às ondas de calor e garantir o seu bem-estar durante o verão.

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