Saúde

Revéillon está mesmo à porta. Proteja os seus animais do fogo de artifício

A noite da passagem de ano tem tudo para ser divertida se tiver os pets em segurança. Ataques de pânico e fugas são frequentes.
Festejos em segurança.

Champanhe, passas, desejos e resoluções. Tudo isto é típico da chegada de um novo ano – e a festa de réveillon tem tudo para ser bem passada se proteger os seus animais de companhia do pânico do fogo de artifício. Se ficar em casa, mantenha-os dentro de portas. Se for sair, faça o mesmo e certifique-se de que não há possibilidade de se magoarem com algo fora do sítio.

Por vezes, aquela que se antecipa como uma noite de grande alegria termina de forma dolorosa porque o seu cão ou gato fugiu – com possibilidade de ser atropelado –, teve um ataque de pânico ou sofreu um traumatismo. Mas como impedir que isso aconteça?

Antes de mais, esteja ciente de que muitos cães ficam realmente apavorados com o ruído do fogo-de-artifício, podendo ter tremores e convulsões ou até mesmo morrer com problemas cardíacos. Outros fogem, com o pânico, e são capazes de saltar alturas inimagináveis, a ponto de os donos chegarem a casa e acharem que só podem ter sido roubados porque seria impossível saltarem o muro do jardim. Não, não é impossível.

A noite de réveillon é mesmo aquela em que se regista um maior número de animais desaparecidos. Muitos casos terminam da pior forma, com os patudos a morrerem atropelados ou a nunca mais serem recuperados. Na entrada em 2023, uma patuda de Fernão Ferro, na margem sul, fugiu assustadíssima com os foguetes – e podia ter corrido muito mal, mas teve um final feliz quando foi resgatada a 7 de janeiro no Farol do Bugio.

“Mais de 80 por cento dos cães demonstram alguma sensibilidade ao ruído, quer seja sons mais simples, como o aspirador, uma mota ou camião do lixo, chegando aos extremos das trovoadas e fogo-de-artifício. Chega ao extremo de alguns animais manifestarem ataques de pânico que culminam em fugas e mesmo auto-traumatismos das mesmas”, explica João Reis, médico do Hospital AniCura Alma Veterinária, à PiT.

O que fazer para evitar desfechos tristes? Antes de mais, se não puder ficar em casa com o seu pet, certifique-se de que o deixará num ambiente seguro. Não facilite, ele deve ficar no interior e nunca no exterior da casa.

Réveillon mais seguro: passeio, casa, brinquedos e festinhas

“Acima de tudo, nesses dias (trovoadas ou fogos-de-artifício) deve ser realizado um bom passeio à tarde com muito exercício físico. Depois permitir acesso à casa e não os deixar na rua. Isolar ao máximo o som, fechando os estores e manter um som neutro em casa, como música ou TV”, aconselha o médico veterinário.

Ao mesmo tempo, “deve oferecer um brinquedo interativo — daqueles que podem ser recheados — para eles ficarem entretidos durante a exposição ao estímulo. Para aqueles que começam a ficar mais stressados, os tutores podem tentar acalmá-los com festas”, sublinha.

Para os animais que culminam com ataques de pânico, João Reis diz que os donos devem consultar o seu veterinário ou realizar uma consulta de comportamento. “Existem planos de dessensibilização ao ruído, assim como medicação, que podem ajudá-los a ultrapassar esses momentos”.

Percorra a galeria para saber mais sobre os medos que o fogo-de-artifício pode provocar no seu amigo de quatro patas.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA PiT