Saúde

Novo estudo: saúde mental dos idosos melhora com programa de acolhimento de gatos

Investigação comprova os benefícios do vínculo humano-animal no bem-estar dos adultos com mais idade e que vivem sozinhos.
Ganham os dois.

Quando um animal é adotado, deve ser com responsabilidade – e isso significa amá-lo, respeitá-lo e cuidar dele até ao fim. Há quem desaconselhe pessoas de mais idade a adotarem animais, porque muitas vezes, em caso de falecimento, não há familiares dispostos s ficarem com o cão ou gato – que termina assim num centro de recolha quando todas as alternativas para um lar se esgotam. Mas o importante, qualquer que seja a idade do adotante, é que haja uma boa rede de segurança também para o animal em caso de morte do tutor. Assim sendo, como reagiríamos se os médicos começassem a “receitar” gatos aos idosos, a bem da sua saúde mental?

A ideia não é disparatada. Um estudo levado a cabo por uma equipa de investigadores das universidades norte-americanas da Georgia e de Brenau concluiu que acolher um gato de um abrigo pode contribuir para atenuar a solidão e melhorar a saúde mental dos idosos que vivem sozinhos.

O estudo, publicado na revista científica “Journals of Gerontology, Series B” e financiado pelo Human Animal Bond Research Institute (HABRI), nos Estados Unidos, baseou-se num programa desenvolvido por aquelas duas universidades – em que adultos de mais idade acolhem gatos de abrigos locais, com a posterior possibilidade de os adotarem. Ou seja, começam por funcionar como família de acolhimento temporário (FAT), podendo depois esse acolhimento passar a definitivo.

Acolhimento temporário que se torna definitivo

Os investigadores estudaram o impacto deste programa nos gatos e nos 29 seniores – com mais de 60 anos – que participaram na experiência, tendo constatado que se trata de uma situação em que ambos os lados ficam a ganhar: acolher um felino a precisar de um lar pode ter grandes benefícios no que diz respeito ao bem-estar e à solidão das pessoas de mais idade que vivem sozinhas e, por outro lado, a criação de um vínculo duradouro também ajuda os miaus.

O estudo, liderado por Sherry Sanderson, revela que o acolhimento temporário resultou numa forte diminuição da solidão ao fim de quatro meses, com uma melhoria similar na saúde mental dos participantes – 23 dos 29 participantes permaneceram no estudo durante pelo menos quatro meses.

Nesta experiência, os participantes receberam tudo o que era preciso para cuidarem do gato acolhido – camas, caixa de areia, alimentação – e, ao fim de quatro meses, a maioria (95,7 por cento) acabou por os adotar.

O HABRI destacou, na divulgação do estudo, a importância deste tipo de programas que promovem o bem-estar dos idosos e dos animais de abrigos, já que são notórios os benefícios do vínculo humano-animal.

Percorra a galeria para saber mais sobre os benefícios dos gatos no bem-estar e na saúde mental dos mais idosos.

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